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  • Rafael Corrêa

Efeitos destrutivos do cigarro durante a amamentação

O cigarro é um grande problema de saude pública a nível mundial, podendo ser considerado como uma grande ameaça ao ser humano e sua saúde já havendo conhecimento cientifico ligando a exposição ao tabaco com um leque extremamente variado de alterações e doenças como por exemplo: impactos no sistema reprodutor de homens e mulheres, manifestações pré e pós natal de intoxicação, doenças respiratórias, doenças cardiovasculares e até câncer.

Mais de 5.300 componentes já foram identificados na fumaça do cigarro, sendo mais de 70 atualmente reconhecidos como cancerígenos e, apesar deste tipo de informação ser acessível, uma considerável parcela de mulheres continuam a fumar durante a gestação e o período de amamentação de seus bebês! Sabemos, também, que infelizmente a taxa de retorno deste hábito terrível é extremamente alta (50 a 80%) dentre as mulheres que param com o hábito durante esse período.


Os estudos demonstram que os níveis de nicotina no leite materno, presentes nas mulheres que fumam, é três vezes mais alto do que os níveis encontrados em seu sangue! Assim, seu bebê irá ingerir esta substancia em níveis altíssimos; ela será absorvida pelos intestinos e chagará ao fígado para, depois, continuar seu caminho... Pra piorar, o tempo de eliminação desta substancia pelo bebê é quatro vezes mais lenta que no adulto. Também se demonstrou que o nível de nicotina na urina de bebês de mães fumantes são até dez vezes maior que em bebês que tomam fórmula e são “fumantes passivos” de suas mães.


O tabaco e o processo de amamentação:


Os níveis hormonais materno são alterados pela nicotina. A produção de prolactina, por exemplo é sabidamente reduzida, repercutindo negativamente na lactação. Os bebês de mãe fumantes apresentam atraso no reflexo de sucção e diminuição da pressão de sucção, fato que poderá afetar a extração eficiente e frequente de leite, alterando a reação do organismo à retirada do leite, fato que diminuirá ainda mais a produção de leite. Além disso esses bebês apresentam alteração no apetite e, pelo fato da mudança no gosto do leite, os bebês podem apresentar ainda maior relutância em mamar.


O leite materno de mulheres fumantes apresentarão menores concentrações de gordura contribuindo para dificultar o ganho de peso do recém-nascido. Também é conhecido a presença de metais pesados no leite materno de mulheres fumantes. Em especial podemos citar o Cádimio, um elemento extremamente cancerígeno que pode, também dificultar o metabolismo normal do ferro, cobre, magnésio, selênio e zinco, microelementos essenciais para o normal e bom desenvolvimento do bebê e criança.


O hábito de fumar durante a amamentação afetará ainda o nível de iodo, importante para a formação dos hormônios da glândula tireoide, fatores associados à danos cerebrais, baixa cognição e prejuízo da função motora.


Maior risco de cólicas, piora do sono do bebê, aumento de alergias e infecções respiratórias, déficits no aprendizado e de memória na criança também são correlacionados com o hábito de fumar da mãe.


Desta forma, espero que, pelo amor ao bebê que irá chegar, as futuras mamães parem de fumar mesmo antes de engravidar e assim permaneçam o restante de suas vidas!


Artigo baseado em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27522570


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